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Em resumo Bebês brasileiros precisam de visto americano desde o nascimento, já que o Brasil não está no Visa Waiver Program dos EUA. Desde setembro de 2025, também precisam comparecer pessoalmente à entrevista consular. A taxa MRV é de US$185 por pessoa (igual a adultos) e a foto biométrica é capturada no próprio CASV no dia da coleta.
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Visto americano para bebê: como funciona e o que mudou em 2025

Bebês brasileiros precisam de visto dos EUA desde o nascimento — e, desde setembro de 2025, também precisam comparecer à entrevista. Entenda o processo ponta a ponta.

AntecipaVisa 19 Abr 2026 Atualizado em 19 abr 2026 8 min de leitura

Uma das perguntas mais frequentes que recebemos de famílias planejando viagem aos Estados Unidos é: meu bebê precisa de visto americano? E precisa ir ao consulado? A resposta rápida, desde setembro de 2025, é: sim para os dois. Independente de ter dias, semanas ou meses de vida, qualquer brasileiro precisa de visto para entrar nos EUA, e agora todos precisam comparecer pessoalmente à entrevista consular.

Este guia cobre tudo que pais e responsáveis precisam saber para tirar o visto americano de um bebê em 2026: preenchimento do DS-160, documentos obrigatórios, regra de autorização da Polícia Federal quando só um dos pais vai, custo real e dicas práticas para o dia da entrevista.

Bebê precisa de visto americano?

Sim. O Brasil não faz parte do Visa Waiver Program (VWP) dos Estados Unidos, que isenta cidadãos de alguns países (Reino Unido, Japão, Alemanha, França, entre outros) de precisar de visto para estadias curtas de turismo. Brasileiros, portanto, precisam sempre de visto para pisar em solo americano — e isso vale desde o primeiro dia de vida.

Um recém-nascido que vai viajar com os pais precisa de dois documentos principais para atravessar a fronteira: passaporte brasileiro (emitido pela Polícia Federal com a documentação do bebê) e visto americano colado dentro desse passaporte. Sem os dois, não embarca.

Não existe idade mínima nem máxima para o visto. Bebês de poucos dias recebem o mesmo tipo de visto que qualquer outro turista (normalmente o B1/B2), com validade padrão de dez anos. O visto é individual e intransferível: o pai não pode usar o seu visto para incluir o bebê, e vice-versa.

O bebê precisa ir à entrevista? A mudança de setembro de 2025

Até agosto de 2025, crianças menores de 14 anos eram dispensadas da entrevista presencial no consulado. Os pais compareciam ao consulado levando os documentos da criança, e o visto do menor era processado com base na documentação apresentada.

Isso mudou em setembro de 2025. O Departamento de Estado dos EUA, como parte da reforma ampla do Interview Waiver, revogou a dispensa por idade. Desde então, todas as idades precisam comparecer pessoalmente à entrevista do visto americano, inclusive recém-nascidos. A mesma mudança atingiu adultos acima de 79 anos, que também eram dispensados antes.

Na prática, cada bebê hoje precisa ter:

Para famílias brasileiras, essa mudança significou mais tempo de deslocamento, mais complexidade logística e mais pressão nas filas já saturadas dos consulados. Por isso, coordenar o agendamento familiar virou um dos maiores gargalos para quem viaja com crianças pequenas.

Como é a entrevista do visto com um bebê

A entrevista consular de um bebê segue o mesmo formato das entrevistas de adulto: o oficial chama a família, confere os documentos e faz algumas perguntas — com a diferença de que as perguntas são dirigidas aos pais, não à criança.

O cônsul normalmente quer entender:

A entrevista típica dura entre 2 e 5 minutos. O bebê precisa estar fisicamente presente e com o rosto visível para que o oficial possa conferi-lo contra a foto do passaporte e do DS-160. Se estiver dormindo, tudo bem — mas se estiver coberto por manta ou com chupeta tampando o rosto, o oficial pode pedir para descobrir.

Importante: mesmo que o bebê seja barulhento, chore ou durma durante toda a entrevista, a decisão do visto dele depende da entrevista dos pais. O comportamento do bebê não afeta a aprovação.

E a foto do visto do bebê?

Essa é uma das dúvidas mais frequentes de pais de primeira viagem, e a resposta alivia: a foto biométrica do bebê é capturada dentro do próprio CASV, no dia da coleta de impressões digitais. O atendente do CASV tira a foto no local, sem custo adicional, usando o padrão oficial do Departamento de Estado. Os pais não precisam ir a estúdio de fotografia antes nem levar foto impressa.

Na prática, a exigência histórica de trazer foto 5x5 impressa caiu em desuso desde que o CASV passou a capturar a biometria (incluindo imagem) como parte do processo. Alguns estúdios ainda vendem "foto para visto americano" por R$80 a R$150, mas para bebês e adultos a foto do CASV é a que vale para a emissão.

Em casos excepcionais (por exemplo, se o DS-160 pedir upload online de foto durante o preenchimento), pode ser necessário gerar uma imagem digital no padrão — há ferramentas gratuitas online. Mas o CASV não exige a foto impressa como documento separado na maioria dos casos.

DS-160 de bebê: como preencher

O DS-160 é o formulário oficial de solicitação do visto e tem mais de 50 páginas. Para um bebê, a maioria dos campos fica em branco ou marcada como "NONE", mas alguns pontos específicos merecem atenção:

O DS-160 do bebê precisa estar consistente com o DS-160 dos pais. Se o pai declarou que a viagem é de turismo por 15 dias, o DS-160 do bebê precisa dizer a mesma coisa. Inconsistências entre os formulários da mesma família são sinal de alerta para o cônsul.

Dica prática: preencha o DS-160 dos pais primeiro. Depois, abra o DS-160 do bebê e use a função "Family Application" do sistema, que copia os dados compartilhados (endereço, contatos nos EUA, propósito da viagem). Evita muita digitação e reduz erros de inconsistência.

Documentos obrigatórios para o visto de bebê

No dia da entrevista, os pais precisam levar um conjunto completo de documentos para o bebê, além dos próprios:

Não existem "documentos específicos do bebê" para comprovar vínculo com o Brasil. A aprovação do visto do bebê é essencialmente amparada nos vínculos dos pais. Um bebê com pais bem estabelecidos no Brasil é praticamente automático.

Quando apenas um dos pais vai à entrevista

Em muitas famílias, apenas um dos pais consegue acompanhar o bebê ao consulado — seja por trabalho, por estar em outra cidade ou por separação. Nesses casos, a Polícia Federal exige autorização de viagem internacional para menor de idade.

A autorização é um documento formal, assinado pelo pai ou mãe que NÃO vai à entrevista, com firma reconhecida em cartório. Ela precisa ser levada ao consulado junto com os demais documentos. Sem ela, o oficial pode recusar a entrevista do menor, mesmo com todos os outros papéis em ordem.

Existem três situações distintas:

  1. Pais casados ou em união estável, um não comparece: basta a autorização com firma reconhecida
  2. Pais separados ou divorciados: precisa da autorização mesmo que o bebê esteja sob guarda compartilhada. Exceção: guarda unilateral documentada
  3. Um dos pais falecido, desaparecido ou com paternidade não reconhecida: é preciso levar certidão de óbito, alvará judicial ou certidão de nascimento constando apenas um dos pais, respectivamente

O modelo oficial da autorização está disponível no site da Polícia Federal e o reconhecimento de firma pode ser feito em qualquer cartório. O documento não tem data de validade formal, mas é recomendado que tenha sido emitido nos últimos 90 dias para evitar questionamentos.

Quanto custa o visto americano para um bebê em 2026

A taxa consular MRV é de US$185 por pessoa, independentemente da idade. Não existe desconto ou isenção para bebês — uma criança de duas semanas paga o mesmo que um adulto. Em reais, com o câmbio atual, isso dá aproximadamente R$1.050 a R$1.150 por pessoa (só a taxa).

Somando todos os custos reais para uma família típica, o visto de um bebê sai por:

Item Valor aproximado (BRL)
Taxa MRV (US$185)R$1.050 a R$1.150
Passaporte do bebê (PF)R$257 (se não tiver ainda)
Deslocamento ao consuladoVariável (R$200 a R$3.000)
Custo mínimo estimado~R$1.600

Para uma família de quatro pessoas com um bebê, o custo consular total (só as taxas MRV) já passa de R$4.200. Somando deslocamento até São Paulo, Brasília ou outro consulado, hotel e dias sem trabalhar, o orçamento sobe para R$8.000 a R$15.000 facilmente. Não é barato — e é por isso que antecipar no consulado mais próximo costuma economizar bastante.

Dicas práticas para o dia da entrevista com bebê

Pais experientes que já passaram pelo processo recomendam:

"Levamos nosso filho de 4 meses ao consulado de São Paulo. Cheguei 30 minutos antes, amamentei no carro, troquei fralda. Ele dormiu durante a entrevista inteira. O cônsul sorriu, olhou o rosto dele uma vez, fez duas perguntas para mim e para minha esposa, e disse 'visto aprovado'. Foi mais tranquilo do que eu imaginava."

Como a AntecipaVisa ajuda famílias com bebês

Desde que a mudança de setembro de 2025 obrigou bebês a comparecerem pessoalmente à entrevista, o agendamento em grupo familiar virou o maior desafio prático. Não basta encontrar uma vaga: é preciso encontrar múltiplas vagas no mesmo dia e consulado, preferencialmente em horários próximos, para que toda a família — inclusive o bebê — seja atendida junta.

A AntecipaVisa monitora os cinco consulados americanos no Brasil 24 horas por dia, capturando vagas de cancelamento no momento em que aparecem. Para famílias com bebês, tratamos o agendamento como um bloco: buscamos horários compatíveis para todos os membros e, quando encontramos, reagendamos o grupo inteiro de uma vez.

Importante: você mantém sua data atual de entrevista como garantia. Só trocamos quando encontramos algo melhor para o grupo inteiro. Se não conseguirmos antecipar dentro do prazo contratado, 100% do valor é devolvido.

O prazo do plano depende da urgência da sua viagem, não do consulado. Se você precisa viajar em até uma semana, o Flash 7 dias (R$699); se tem um ou dois meses de margem, a Antecipação 30 ou 60 dias (R$327 a R$377) já resolve. Veja a lógica completa de escolha por urgência.

Não deixe para a última hora

Se você está planejando uma viagem com bebê aos Estados Unidos, o visto dele não pode ficar para depois. Com todas as idades agora obrigadas a comparecer ao consulado, o processo é mais demorado do que era antes de 2025 e as filas estão cada vez mais pressionadas.

Quanto antes começar, maiores as chances de conseguir datas que funcionem para toda a família — e de evitar o desespero de ver a viagem se aproximando com o passaporte do bebê ainda sem visto.

Viajando com bebê? Resolvemos o agendamento de toda a família.

Monitoramento 24h para alinhar CASV e entrevista de pais e bebê no mesmo dia. Garantia de reembolso integral se não cumprirmos o prazo.

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